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Inovação e Tecnologia

Prêmio de segurança da IADC para a Van Oord indica a direção da redução de riscos no manuseio de tubulações

Uma solução de içamento para o manuseio de tubulações em obras de reclamação recebe reconhecimento setorial — e aponta para um debate mais amplo sobre padrões de segurança operacional.

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A crane lifting a large-diameter pipe on a marine construction vessel during a reclamation operation, with crew observing from a safe distance.
Photo: Unsplash / Michael Mulford

O FATO

Conforme noticiado pela Marine Technology News, a Van Oord recebeu o Safety Award 2026 na Assembleia Geral Anual da IADC, realizada em Malta, pelo desenvolvimento de uma solução de içamento voltada à redução de riscos associados ao manuseio de tubulações em obras de reclamação de terras. O prêmio foi entregue no encontro anual da IADC, um dos fóruns de maior relevância do setor offshore e de dragagem para o reconhecimento de avanços em desempenho de saúde, segurança e meio ambiente.

A solução foi concebida para tornar as operações de manuseio de tubulações mais seguras e eficientes. Embora o artigo de origem não detalhe as especificações técnicas completas do dispositivo de içamento, o reconhecimento concentra-se em seu papel no enfrentamento de uma categoria de risco específica e recorrente em obras de reclamação: o manuseio manual e mecânico de tubulações de grande diâmetro, historicamente associado a elevado potencial de acidentes.

O Safety Award da IADC é concedido a empresas associadas que demonstrem progresso mensurável na redução de riscos. A escolha da Van Oord reflete a avaliação do comitê de que a solução de içamento representa um avanço concreto nessa área.

POR QUE ISSO IMPORTA

Para os profissionais brasileiros do setor offshore e marítimo, este prêmio merece atenção mesmo que a sobreposição operacional direta seja limitada. A exposição do mercado brasileiro à categoria de risco específica — manuseio de tubulações em reclamação de terras — é mais restrita do que em mercados com programas de reclamação em larga escala. No entanto, a lógica subjacente de engenharia de segurança se aplica bem a outros contextos operacionais.

O manuseio de tubulações em geral — seja em reclamação, lançamento de dutos ou construção subsea — é uma fonte persistente de acidentes graves em todo o setor. Objetos em queda, pontos de aprisionamento e falhas na trajetória de carga durante operações de içamento estão entre as causas mais frequentemente citadas de incidentes com afastamento em ambientes de construção marítima. Uma solução de içamento desenvolvida especificamente para reduzir esses riscos de forma demonstrável é o tipo de melhoria incremental, porém consequente, que os sistemas de gestão de segurança do setor offshore brasileiro buscam ativamente.

O reconhecimento da IADC também carrega peso institucional. Os operadores e contratistas offshore do Brasil conhecem bem os padrões da IADC — especialmente na área de perfuração, onde a classificação de poços, a acreditação de treinamentos e os frameworks de reporte HSE da IADC são amplamente referenciados pela Petrobras e por seus contratistas de perfuração. Quando a IADC destaca uma abordagem específica de segurança em sua Assembleia Geral Anual, sinaliza ao conjunto de seus associados — incluindo os sediados no Brasil — que se trata de uma metodologia a ser examinada.

Para os contratistas brasileiros de EPC e construção marítima que atuam em segmentos adjacentes à dragagem e à instalação offshore, a questão prática é se os princípios de engenharia por trás da solução de içamento da Van Oord são transferíveis. As operações de içamento em instalação de dutos subsea, manuseio de riser e construção em águas rasas compartilham características físicas suficientes com o manuseio de tubulações em reclamação para que a lógica de redução de riscos possa se aplicar. Contratistas brasileiros com programas ativos de lançamento de dutos ou infraestrutura costeira teriam razão para acompanhar a divulgação técnica, caso e quando a Van Oord publique maiores detalhes.

Há também uma dimensão regulatória que vale monitorar. A ANP e a autoridade marítima brasileira mantêm requisitos de HSE que são periodicamente atualizados em resposta a desenvolvimentos internacionais do setor. Inovações premiadas pela IADC ocasionalmente chegam a documentos de orientação revisados ou são referenciadas nos sistemas de gestão de HSE de operadores como exemplos de boas práticas reconhecidas. Esse caminho não é automático, mas é real — e os gestores de HSE brasileiros que acompanham as publicações da IADC estão mais bem posicionados para antecipar a evolução dos padrões.

Por fim, o prêmio reflete uma tendência mais ampla do setor: a transição de campanhas genéricas de segurança para a eliminação do risco por meio de engenharia no nível da tarefa. Em vez de depender exclusivamente de controles procedimentais — sistemas de permissão de trabalho, diálogos de segurança, programas de observação comportamental —, o setor investe cada vez mais em equipamentos desenvolvidos especificamente para remover o perigo do ponto de interação humana. A abordagem da Van Oord se encaixa nesse padrão. Para operadores e contratistas brasileiros que avaliam suas próprias estratégias de investimento em HSE, esse enquadramento é relevante independentemente de obras de reclamação fazerem parte de seu portfólio.

CONTEXTO

A Assembleia Geral Anual da IADC alterna sedes e funciona tanto como fórum de governança quanto como plataforma de reconhecimento do desempenho em HSE entre as empresas associadas. A categoria Safety Award tem historicamente destacado soluções que tratam de riscos específicos no nível da tarefa, em vez de conquistas programáticas amplas, o que confere ao reconhecimento um caráter prático e replicável.

A Van Oord atua globalmente nos segmentos de dragagem, energia eólica offshore e construção marítima para petróleo e gás. Sua presença no Brasil tem sido associada a obras de infraestrutura portuária e costeira. O investimento contínuo da empresa em engenharia de segurança proprietária reflete uma dinâmica competitiva na construção marítima em que o desempenho em HSE é crescentemente um diferenciador na avaliação de propostas — dinâmica com a qual as equipes de procurement brasileiras estão familiarizadas.

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