Daily newsletter
Tuesday, October 6, 2026
Rio de Janeiro · Brazil·

BrazilOffshore

Intelligence for the Offshore Oil & Gas Industry

PETR453.82 BRL+5.18%PRIO362.05 BRL-1.52%EQNR$43.01+1.06%SHEL$97.62+1.44%RIG$5.4000+4.45%SDRL$45.09+2.83%BRENT$101.11+0.79%WTI$89.77+0.38%USD/BRL4.9703 BRL-4.84%IBOV205,835.30 BRL+7.14%S&P 500$7,818.93+1.25%FTSE10,541.69 GBP+0.76%CSI 3004,357.62 CNY+0.29%
Operations & Safety

Alvopetro conclui modernização da UPGN Caburé e planeja quadruplicar escoamento de Murucututu

Com a UPGN atualizada e dois poços em completação ou perfuração, a Alvopetro avança em sua estratégia de crescimento de gás na Bahia.

Share
Vista aérea de unidade de processamento de gás natural onshore na Bahia, com estruturas de compressão e gasodutos ao fundo.
Photo: Unsplash / Caico Gontijo

THE NEWS

De acordo com a Petronotícias, a Alvopetro concluiu a atualização planejada de sua unidade de processamento de gás natural (UPGN) Caburé, localizada na Bahia. O processo exigiu uma parada programada de cinco dias em toda a produção brasileira da companhia. A modernização amplia a flexibilidade operacional da instalação, que passa a ter capacidade de processar até 50% de seu volume total com gás proveniente do campo de Murucututu.

Além da modernização concluída, a empresa anunciou a intenção de quadruplicar a capacidade de escoamento de Murucututu por meio da expansão das instalações de processamento e da malha de gasodutos do campo, com previsão de conclusão no início de 2027. No mês de referência, as operações brasileiras registraram vendas médias de 2.508 boe/d, incluindo 14,1 MMcf/d de gás natural e 162 bpd de líquidos de gás natural associados ao condensado.

No plano perfuratório, o poço 183-H2, no campo de Murucututu, atingiu profundidade medida total de 3.176,5 metros e identificou, com base em perfis de poço aberto, potencial de acumulação líquida de gás natural no Membro Caruaçu da Formação Maracangalha, totalizando 44,4 metros de espessura vertical total de potencial acumulação. A companhia está em fase de completação e espera colocar o poço em produção ainda neste mês. O poço 183-G2, primeiro poço de desenvolvimento do Membro Caruaçu a partir da nova locação 183-G, está com a primeira fase concluída e a seção intermediária em perfuração, com previsão de término ainda em outubro. O CEO Corey C. Ruttan afirmou que a empresa registrou "resultados de produção muito fortes nos primeiros nove meses do ano".

WHY IT MATTERS

A conclusão da modernização da UPGN Caburé representa um passo operacional relevante para a Alvopetro, mas o dado estrategicamente mais significativo é a capacidade recém-habilitada de processar até metade do volume da planta com gás de Murucututu. Isso indica que a companhia está reposicionando Murucututu — até então um campo em desenvolvimento — como um ativo central em sua cadeia de processamento, e não apenas como fonte marginal de suprimento.

A decisão de quadruplicar a capacidade de escoamento de Murucututu, com conclusão prevista para o início de 2027, sinaliza uma aposta de médio prazo no potencial de reservatório do campo. Para uma empresa de porte médio operando em um mercado de gás onshore na Bahia, esse tipo de expansão de infraestrutura representa comprometimento de capital relevante e pressupõe um grau de confiança nos perfis de produção dos poços em desenvolvimento — incluindo o 183-H2 e o 183-G2.

O resultado de perfuração do 183-H2 merece atenção técnica específica. A identificação de 44,4 metros de espessura vertical total de potencial acumulação no Membro Caruaçu da Formação Maracangalha, com base em perfis de poço aberto, oferece uma indicação preliminar de volume — mas a confirmação comercial dependerá dos resultados de completação e dos testes de produção. O mercado acompanhará com interesse a vazão inicial do poço quando ele entrar em operação.

Do ponto de vista do mercado de gás natural no Brasil, a trajetória da Alvopetro na Bahia é relevante em um contexto mais amplo. O estado dispõe de infraestrutura de gasodutos com capacidade ociosa e de uma base industrial que historicamente absorve gás local. Produtores independentes que ampliam oferta nessa região contribuem para a diversificação das fontes de suprimento em um mercado que ainda depende fortemente do gás associado ao pré-sal e das importações via GNL. A expansão da capacidade de escoamento de Murucututu, se concluída dentro do prazo anunciado, adiciona volume incremental a esse mercado sem depender de novas infraestruturas de grande porte.

Para fornecedores de serviços e equipamentos que atuam no segmento onshore da Bahia — empresas de perfuração, completação, compressão e processamento de gás —, o programa de investimentos ativo da Alvopetro no quarto trimestre representa demanda concreta. A simultaneidade entre a completação do 183-H2 e a perfuração do 183-G2, ambas previstas para outubro, indica que a companhia está operando com múltiplas frentes abertas, o que tende a pressionar a cadeia local de serviços de forma positiva.

CONTEXT

A Alvopetro opera no Brasil com foco em gás natural onshore na Bahia, um segmento que não concentra o volume de atenção analítica direcionado ao pré-sal, mas que possui dinâmica própria e relevância regional. A Formação Maracangalha e o Membro Caruaçu têm sido alvos de interesse crescente dentro do portfólio da companhia, e os resultados do 183-H2 reforçam a tese de que o campo de Murucututu ainda tem potencial a ser delimitado.

A parada programada de cinco dias para a modernização da UPGN — com impacto em toda a produção brasileira da empresa — ilustra a interdependência entre infraestrutura de processamento e capacidade produtiva em operações de gás onshore. A gestão bem-sucedida dessa janela de manutenção, sem desvios relatados, é um dado operacional positivo que tende a ser valorizado por investidores e parceiros comerciais que monitoram a confiabilidade da instalação.

Source: PETRONOTÍCIAS

Share

Enjoyed this piece?

Get the daily editorial digest delivered every morning at 7am.

By subscribing, you agree to our Privacy Policy.

More in this category

Operations & Safety

Kashagan fine enforcement signals host-state risk in large consortia

Kazakhstan's renewed push to collect a $5.22 billion fine from the Kashagan consortium is a reminder that regulatory exposure in complex, multi-partner fields does not expire quietly.